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Burburinho 7 / 05 / 2015| Julia Meneses

Campanha ’Jovem Negro Vivo’ chega à Maré

No Brasil, 77% das vítimas de assassinatos entre jovens de 15 e 29 anos são negros. Campanha da Anistia leva roda de conversa, performances e feira à comunidade

A realidade é chocante: o Brasil é o país onde mais se mata no mundo. O número de vítimas chega a ser maior do que em países com zonas de guerras e conflitos, como Israel, Iraque e Colômbia.

Aqui, contudo, a situação é ainda mais preocupante: além de mais da metade dos homicídios atingirem os jovens de 15 a 29 anos, 77% são negros. Todos esses dados foram lançados pela Anistia Internacional na campanha Campanha Jovem Negro Vivo.

No próximo sábado (9/5), a mobilização chega à Maré, numa parceria entre a Anistia, a Redes de Desenvolvimento da Maré e o Observatório de Favelas. Haverá rodas de conversa com integrantes de movimentos sociais e ativistas da região, como o movimento Enraizados e Bruno Duarte, da Anistia — que também é um dos rostos da campanha.

O vídeo abaixo apresenta os dados da campanha em infográficos que buscam despertar o espectador para a gravidade do problema. Descobrimos, por exemplo, que é como se sete jovens morressem a cada duas horas no país.

"A população da Maré é composta, na maioria, por pretos e pardos. Realizar a campanha na Maré é fundamental por colocar o foco nesta população que é a mais atingida pela violência”, afirmou Edson Diniz, diretor da Redes da Maré, no texto de divulgação do evento, que acontecerá no Centro de Artes da Maré. Veja a programação aqui.

Chamar a atenção e acabar com a indiferença não os únicos objetivos dessa campanha lançada pela Anistia. A proposta é que se criem políticas públicas de segurança, educação, saúde, trabalho, cultura e mobilidade urbana para o enfrentamento desta realidade.

A assinatura do manifesto está disponível no site da Anistia. "O nosso objetivo é contribuir para a desnaturalização destas mortes e a construção de políticas públicas que tenham a valorização da vida como um principio fundamental”, ressaltou Raquel Willadino, diretora do Observatório de Favelas, no mesmo texto.

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