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Burburinho 25 / 11 / 2015| Daniel Gullino

Evento discute os desafios dos blocos de rua

Iniciativa abordará temas como financiamento, regulamentação e diálogo com o poder público. Para Jorge Sápia, vice-presidente da associação, o governo municipal deveria oferecer mais auxílio e fazer menos exigências.

(Foto: Pedro Galdino/CC BY-NC 2.0)

Ainda faltam três meses para o Carnaval, mas quem já está contando os dias poderá matar um pouco da saudade no "Desenrolando a Serpentina", evento promovido pela associação de blocos Sebastiana que contará com debates, exibição de filme e, claro, roda de samba.

A iniciativa, em sua oitava edição, ocorre sexta-feira e sábado (27 e 28/11), na sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB). O tema deste ano é "O Dilema do Crescimento do Carnaval de Rua".

Serão debatidas questões como financiamento dos blocos, regulamentação e diálogo com o poder público. “Estamos querendo pensar juntos para saber quais as alternativas, quais os dilemas, as necessidades”, explica Jorge Sápia, vice-presidente da Sebastiana, que representa 12 blocos do Rio.

Para Sápia, que também é diretor do bloco Meu Bem, Volto Já, os blocos surgiram da reunião de dois elementos marcantes da identidade carioca: o próprio Carnaval e a rua, entendida como espaço de sociabilidade. "A relação me parece direta e benéfica", afirma.

O aumento recente no número de grupos — foram 456 desfiles oficiais este ano, segundo a Riotur — trouxe, no entanto, diversos desafios. As questões vão desde o direito de ir e vir até a infraestrutura adequada para a festa na rua.

Sápia acredita que a Prefeitura exagera em algumas exigências para blocos pequenos, como certo número de banheiros e segurança. Por isso, discorda da classificação dos blocos como "eventos". "O desfile não é evento, como é o Réveillon, como são os shows na Praia de Copacabana. Estão tratando coisas de naturezas diferentes com princípios iguais”, critica Sápia.

Para ele, o governo municipal deveria oferecer mais ajuda para os blocos em vez de apenas fazer cobranças, já que o Carnaval é uma forma de atrair turistas para a cidade. “O poder público tem feito algumas pequenas coisas, mas perto que ele fala do Carnaval, acho que não há um empenho muito grande em ajudar os blocos que precisam”, avalia, referindo-se aos blocos menores e com menos infraestrutura.

O vice-presidente da organização afirma que é impossível prever se haverá uma multiplicação de blocos nos próximos anos, mas afirma que sua expectativa é que o número atual se mantenha. “Um crescimento maior parece inviável”, aponta.

Na sexta, haverá uma apresentação da Orquestra Popular Céu na Terra. No sábado, é a vez de uma roda de samba com o Grupo Arruda, que contará com a participação de Moacyr Luz. O evento é gratuito.


Serviço

O que: Desenrolando a Serpetina
Quando: Sexta (dia 27), às 17h, e sábado (dia 28), às 11h30
Onde: Instituto de Arquitetos do Brasil (Beco do Pinheiro, 10, Flamengo)

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