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Burburinho 13 / 04 / 2016| Laís Jannuzzi

O Rio não é só futebol

Beisebol e badminton em Caxias, hóquei em São Gonçalo e rugby no Vidigal: modalidades pouco praticadas pelos brasileiros são cada vez mais comuns na Região Metropolitana do Rio. Os municípios envolvidos apostam na diversidade esportiva como forma de promover saúde, lazer, inclusão social e até a possibilidade de uma carreira profissional.

Na foto, o treinador da MLB (Major League Baseball), Jay Quinn, durante a capacitação de beisebol em Duque de Caxias (Divulgação/ Rafael Barreto)

A Vila Olímpica de Duque de Caxias realiza no próximo fim de semana (16/4 e 17/4) uma atividade pouco comum em terras fluminenses. Trata-se de uma capacitação para profissionais de Educação Física para a prática de... badminton. Popular em países como Índia e Paquistão, o esporte é uma espécie de tênis, jogado com peteca ao invés de bola. O curso é exemplo de uma tendência que cresce nos municípios da região metropolitana: o fortalecimento de modalidades esportivas pouco praticadas pelos brasileiros em geral.

A formação dos professores da Vila Olímpica é uma iniciativa da prefeitura de Caxias. No entanto, ainda não há planos de aulas regulares de badminton no centro esportivo. “É um primeiro passo. Ainda não temos verba e, a partir da formação dos profissionais da casa, podemos começar a desenvolver projetos em parceria com a confederação e outras organizações dispostas a ajudar”, explica Jorge Gonçalves, subsecretário de esportes e lazer do município. Para ele, as cidades devem estar sempre atualizadas e fazendo melhorias no campo do esporte. "As novas modalidades, como o badminton, revitalizam a área esportiva e são alternativas de lazer, principalmente para jovens e crianças", completa.

Beisebol

A presença de incentivos é um fator importante para a popularização de modalidades esportivas ainda pouco conhecidas. Um exemplo disso é o beisebol, esporte que tenta conquistar novos adeptos na região metropolitana. Nos próximos dois meses, as Vilas Olímpicas de Duque de Caxias, Ramos e Santa Cruz e o Centro Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, começarão a oferecer aulas do esporte, febre em países como Estados Unidos, Cuba e Venezuela. Uma parceria entre os americanos da MLB (Major League Baseball), a Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS) e a Associação para o Desenvolvimento do Beisebol (ADB) tornou possível a formação dos professores que ensinarão o jogo à garotada. Já os equipamentos foram cedidos pela liga norte-americana.

Para o diretor da ADB, Uilson Oliveira, o esporte não é tão estranho para os fluminenses. “Nós já praticamos brincadeiras muito parecidas com o beisebol, como o taco ou bat”, diz ele. Segundo Uilson, a parceria formada há três anos com a MLB tem sido fundamental na disseminação do jogo no país. “A liga tem investido no Brasil, na base e em projetos sociais relacionados ao beisebol visando não só o jogador, mas também o consumidor”, afirma ele.

Rugby e hóquei na grama

No Morro do Pinto, na zona portuária do Rio, e no Vidigal, na Zona Sul, há dois meses meninos e meninas podem jogar rugby. As aulas do esporte, que é primo-irmão do futebol americano, já reúnem turmas com até 40 alunos nas vilas olímpicas das comunidades. Elas acontecem duas vezes por semana e contam com apoio da Confederação Brasileira de Rugby. A entidade capacita os professores e doa parte do material usado nos encontros.

Já em São Gonçalo, o projeto Educando pelo Esporte vai começar a oferecer ainda este ano aulas de hóquei na grama. Gerar interesse pela modalidade e aumentar o conhecimento desportivo de alunos e professores são alguns dos objetivos da atividade. De acordo com a assessoria de imprensa do município, a prefeitura e a Guarani Sport, empresa responsável pela iniciativa, cuidam dos últimos acertos para a implantação do projeto. Se a tendência de diversidade esportiva for mantida, a região metropolitana fluminense poderá contribuir para que o Brasil não seja apenas o país do futebol.

Como se joga

Conheça mais um pouco das modalidades

Badminton
Pode ser praticado ao ar livre, na praia ou em quadra coberta. Equipamento necessário: raquetes, peteca (ou birdie) e rede. O game (partida) só acaba quando um dos participantes faz 21 pontos ou abre dois pontos de vantagem (em casos de empate). Para se fazer ponto basta fazer a peteca cair no campo do adversário. O esporte é muito popular em países asiáticos.

Rugby
Existem duas vertentes: union e league. A modalidade union é a praticada no Brasil e pode ser jogada com 15 ou sete jogadores em cada time. O objetivo é passar pelo campo do adversário com a bola e ultrapassar a linha de fundo para marcar pontos. O esporte é muito praticado em países como Nova Zelândia e Austrália.

Beisebol
O número de eliminações é o fator que decide a duração e o campeão de uma partida no esporte. As equipes se revezam em turnos de ataque e defesa. O equipamento necessário consiste em tacos, bola, luvas e capacetes. Muito popular nos Estados Unidos.

Hóquei
Cada partida tem dois tempos de 35 minutos. Somente o jogador que tem a posse da bola pode protegê-la com o corpo. Levantar o taco acima da linha dos ombros não é permitido e em casos de empate, os times disputam uma prorrogação com dois tempos de 7 min e meio. A modalidade praticada no gelo, com patins, é muito popular na Europa e América do Norte. No Brasil, por razões óbvias, pratica-se na grama. Equipamento necessário: taco, bola e gol.

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