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Drogas 12 / 11 / 2015| Isabela Fraga

Endereço: cracolândia

Avenida Brasil, Manguinhos, Mandela, Jacarezinho, Arará e outras tantas, citadas em frases confusas e contando nos dedos. Robert do Nascimento, 22 anos, já passou por pelo menos dez cracolândias no Rio de Janeiro. É nômade. Hoje, está na rua Flavia Farnese, no Complexo da Maré. A menos de duzentos metros da avenida Brasil, a cracolândia que ali se estabeleceu já dura mais de dois anos sem qualquer tentativa de remoção do poder público, tornando-se a única cena "permanente" de consumo de crack da cidade.

(Foto: Rosilene Miliotti/Maré de Notícias)

A permanência é inusitada porque a a política de segurança pública carioca — como o Choque de Ordem e as UPPs — gerou uma certa "itinerância" nas cenas de uso do crack. Estes espaços públicos abertos, mais frequentes nas periferias e na Zona Norte, onde usuários da droga se juntam, têm sido periodicamente retirados por agentes do poder público. Algumas das cenas mais noticiadas pela mídia foram justamente as mencionadas por Robert. Não à toa, compunham cenários muito mais "visíveis" para o resto da cidade, vários à beira da avenida Brasil.

"A mobilidade das cenas de crack é muito comum em cidades como o Rio, onde não há hegemonia de facções criminosas e as incursões policiais são intermitentes", explica o epidemiologista Francisco Bastos, pesquisador da Fiocruz, fazendo uma comparação com São Paulo. Francisco é um dos autores do estudo mais extenso sobre o uso de crack já feito no Brasil, a Pesquisa Nacional sobre o Uso de Crack. Realizada entre 2011 e 2013, a pesquisa não acompanhou as mudanças no consumo na região da Maré e, por isso, Francisco se surpreende ao ouvir sobre a continuidade da cena na comunidade. "É uma situação realmente peculiar", avalia. A dinâmica das mudanças no Rio é tão acelerada que, após o mapeamento de cenas de crack realizado pelos pesquisadores em 2011, algumas delas não existiam mais quando a pesquisa de campo aconteceu, em 2012 e 2013.

Para a antropóloga Taniele Rui, autora de uma extensa etnografia sobre as cenas de crack em São Paulo, Campinas e, mais recentemente, Rio de Janeiro, as cracolândias cariocas se diferenciam das paulistas também pelas trajetórias dos usuários. "Em São Paulo, os usuários transitam entre a prisão e a rua. No Rio, eles circulam entre diversas cenas de crack", observa ela. É o caso de Robert e de muitos outros ali presentes na Maré. "Essas situações são reflexo das diferenças entre as políticas de segurança das duas cidades. No limite, esses dois modelos de controle revelam o que são essas políticas na prática, e mostram a vulnerabilidade dessas vidas nas cracolândias, completamente submetidas às vicissitudes do poder público."

Na Flavia Farnese, Robert é um dos mais jovens entre as cerca de 40 pessoas que moram nos 16 barracos construídos bem numa esquina. A região é meio comercial, meio residencial e fica na fronteira entre os domínios do Terceiro Comando e do Comando Vermelho. A instalação dos usuários ali se deu por um curioso trato entre a Associação de Moradores do Parque Maré e os grupos criminosos armados, que vendem crack. Mais curioso ainda é o contexto que favoreceu a fixação dos usuários naquela esquina: a entrada das Forças Armadas e da Polícia Militar na Maré, iniciada em 2014. Antes da presença mais ostensiva das forças de pacificação, havia trocas de tiro constantes entre as duas facções na região onde hoje fica a cracolândia.

Foi por causa desta presença militar que Robert dedicidiu fabricar seu próprio documento de identidade: uma foto de si mesmo, tirada com uma câmera pinhole durante uma atividade promovida pela ONG Redes da Maré, que exibe no verso seu nome, ano de nascimento e o ano atual: "Rôbért do Nãisimento Ribeiro - 1996/2015". O documento é coberto por um plástico preso com fita crepe. "Fiz minha identidade para mostrar quando a polícia pede", explica. Ele conta que mora na rua desde os sete anos de idade e fuma crack desde os 13. "Estou pegando leve agora."

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A identidade de Robert, fabricada no verso de uma foto dele mesmo (foto: Isabela Fraga/Vozerio)

O barraco de Robert comporta uma cama e um pequeno armário, como vários de seus vizinhos. Os ladrilhos verdes que compõem a parede do fundo são a fachada de um prédio abandonado. Em frente aos barracos, há sofás, bancos, cadeiras e pequenas mesas, além de uma caçamba de lixo. Às vezes, os moradores estendem um varal entre dois pedaços de pau para secar roupas. Quando estão à vontade ou usando drogas, permanecem ali em frente ou dentro dos barracos, acompanhados de dois cachorros (um filhote) e um gato.

Bem diferente do que ocorreu em outras favelas, como Manguinhos — onde a instalação de UPPs acompanhou um processo de remoção das cracolândias —, a presença de forças pacificadoras na Maré promoveu uma diminuição dos conflitos entre as facções rivais sem interferir no consumo de crack. Essa aparente contradição pode se relacionar também com o grau de visibilidade de cada cracolândia. "Ali, na Flavia Farnese, o consumo de crack se dá de maneira mais invisível e, ao mesmo tempo, mais controlada", atenta Taniele.

O resultado foi uma cena mais organizada, fixa, pacífica e com menos usuários: dos cerca de 400 iniciais, hoje circulam 100 pessoas naquela cracolândia, entre moradores e visitantes frequentes.

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A maioria dos entrevistados pela Redes da Maré não terminou o ensino fundamental, mas quase todos passaram pela escola (fonte: Redes da Maré/pesquisa no prelo)

Os números são da Redes da Maré, que está finalizando uma pesquisa sobre a CCFF (Cena de Consumo Flavia Farnese), como eles "apelidaram" o espaço. O Vozerio teve acesso ao relatório preliminar, que deve ser finalizado e publicado até o final do ano. Junto com a Associação de Moradores do Parque Maré, a Redes escreveu um documento pedindo a permanência da cracolândia aos responsáveis pela ocupação militar. Até agora, o pedido foi atendido, mas o temor é que a instalação da UPP, programada para o primeiro semestre de 2016, repita a história das outras cenas de crack da cidade.

A maioria dos 59 entrevistados para a pesquisa não terminou o ensino fundamental (46%), mas uma proporção considerável (22%) chegou até o ensino médio. Alguns usuários mantêm cadernos com anotações e têm pretensões literárias, como Reginaldo Arruda, o depoente da reportagem da jornalista Rosilene Miliotti publicada no jornal Maré de Notícias — que ficou em segundo lugar no prêmio Gilberto Velho. "Gosto muito mesmo de escrever", afirma ele. "Eu também gosto", comenta outro senhor, exibindo uma longa barba branca. "Vou escrever minhas memórias póstumas... Mas não de Brás Cubas", acrescenta, surpreendendo a todos que não julgavam muito provável uma invocação de Machado de Assis no meio da cracolândia.

Foi por meio da equipe de pesquisa da Redes que a reportagem do Vozerio teve o primeiro contato com Robert e outros moradores e visitantes da cracolândia. A assistente social Lidiane Malanquini circula no lugar com frequência desde março deste ano e já desenvolveu uma relação bastante próxima com os moradores. Beija, abraça, brinca, conversa, dá conselhos, empresta o celular e participa dos dramas familiares do local. Chamada de tia por alguns e de amiga por quase todos, Lidiane é recebida na Flavia Farnese com bastante animação. "Vim aqui todo dia por alguns meses até eles confiarem em mim", conta. Ela tenta estimular os moradores a conversar com a reportagem, mas é difícil conseguir uma abertura. Esta só acontece na segunda visita.

Isto não é um cachimbo
Segundo Lidiane, os usuários de crack no Rio de Janeiro costumam fumar a droga em copos de água mineral vazios, e não com cachimbos — artefato mais comum em São Paulo. De fato: em duas tardes de visita, o Vozerio só avistou um cachimbo. Alguns dos barracos, por isso, fazem as vezes de vendinhas: exibindo pequenas pirâmides desses copos, comercializam também cachaça e cigarros. O uso do copo, contudo, muitas vezes descaracteriza sua função original — a de transportar água potável. Não é raro ver alguém perfurando a tampa de papel alumínio (ou abrindo apenas uma frestinha) e jogando o conteúdo no chão. Afinal, para fumar crack, mais vale um copo vazio e com a tampa intacta do que aberto e cheio d’água. Os usuários colocam a pedra dentro do copo vazio, esquentam com um isqueiro o fundo do invólucro e aspiram a fumaça pelo buraquinho.

Cerca de 40% dos entrevistados pela Redes da Maré têm vínculos prévios com a comunidade — um dos fatores que explica a permanência da cracolândia na Flavia Farnese. É o caso de Maria Zenita, 27 anos. Simpática desde a primeira visita da reportagem, é apenas no segundo encontro que ela se abre mais. Conta que morava ali perto e era casada, até que começou a ter um caso com um usuário de crack. "Meu marido descobriu e eu vim morar aqui", explica, acrescentando que fuma crack há cerca de cinco anos. A relação com a família não acabou, embora seja conflituosa. "Meu maior desejo aqui, agora, é dar um abraço na minha filha." Maria Renata tem 3 anos e mora com a tia de Zenita. "Ela [tia] não gosta quando eu vou, mas apareço mesmo assim, com presente, para ver a minha filha", conta.

A maioria dos usuários mantém algum tipo de relação com a família, segundo a pesquisa. Lidiane explica que, para vários deles, as casas dos parentes são "spas familiares", aonde eles vão de vez em quando para comer bem e receber cuidados. "Eles passam dias ou algumas semanas com as famílias e voltam mais saudáveis", conta a pesquisadora. Alguns exibem cordões com chupetas, símbolo da paternidade. Zenita conta que prefere ficar na cracolândia porque sua família quer impedi-la de fumar e impõe regras, cerceando o que ela chama de liberdade.

Como a maioria dos entrevistados para esta reportagem, Maria Zenita afirma manter algum controle do consumo da droga. "Estou dando um tempo agora, fumando menos", conta ela. "Consigo diminuir quando quero." Além do crack, ela diz fumar também maconha, que alivia a "fissura" da droga mais pesada. Quase todos os moradores e frequentadores da cracolândia fazem isso, e a prática é usada inclusive como política de redução de danos. Robert conta que, além do crack — que fuma várias vezes por dia —, usa loló e maconha. A antropóloga Taniele Rui define essa situação como um "exercício de autorreflexão", que a pesquisa da Redes chama de controle do consumo. "Essas pessoas vão aprendendo a conviver e dosar a substância ao longo da vida", explica. "A continuidade do consumo ao longo do tempo mostra um cuidado de si dentro do limite deles."

Essa observação dos próprios corpos é bem evidente nas narrativas dos efeitos de cada droga sobre o organismo e as particularidades de cada uma. "A mente muda", conta Robert. "Vou lembrar de tudo que estou falando aqui com você." Zenita, que estava do lado, comenta: "É mesmo? Já eu tenho amnésia, não lembro de nada".

A "família cracolândia" pode também ultrapassa as fronteiras territoriais. O "paizão" de Robert, Aurino Spinelli, já não mora mais na Flavia Farnese, mas passa ali às vezes para visitar o filho de consideração. Ele diz não usar crack há oito dias e que está tentando diminuir o consumo das outras drogas, maconha e cocaína. "O crack estava me destruindo, por isso saí daqui. Já estou nessa vida há mais de vinte anos", conta. O caso de Aurino não é incomum: ao contrário do que sugere o senso comum, o tempo de consumo de crack não é curto. Segundo a pesquisa da Redes, o tempo médio do uso de drogas ilícitas é de 15,45 anos. Não à toa, diversos entrevistados já passaram por dezenas de cenas de consumo.

"Aqui é o poder"
Gildazio da Silva tem 27 anos e é dono de uma das barraquinhas que vende copos de água mineral. Durante a conversa, passa as mãos pelos joelhos e canelas, explicando que é efeito do loló: "Faz arder os membros." Para Gildazio, o loló é pior do que o crack. Casado há dez anos com Lilia — com quem mora num dos barracos —, ele não vê o resto da família há mais de dez anos. "As pessoas [fora daqui] são contra a droga, e não gosto de ser mandado. A pessoa que usa o crack quer ser livre." Como Robert, Gildazio também já passou por pelo menos dez cenas de crack, mas escolheu ficar de vez na Maré. "Aqui é o centro de tudo. Aqui é o poder."

O poder, na verdade, fica a poucos metros de onde Gildazio fala. Membros do tráfico circulam pela Flavia Farnese como agentes da regulação imposta pela facção. Regulação esta não apenas da venda, mas do comportamento dos usuários: não são permitidas agressões físicas nem a entrada em bares e lojas que não gostam da presença de "cracudos". Quem faz "coisa errada" vai para a boca levar um "corretivo". Foi o caso de X., moradora da cracolândia, que exibia um machucado infeccionado na canela. "Pau na boca", explicou, como se essas palavras fossem suficientes.

Essas "regras da boa convivência", como chamam alguns envolvidos, são parte do pacto com os moradores da área para aceitarem a presença da cracolândia. "O começo foi difícil, os moradores tinham muito medo", conta Nelson Teixeira, tesoureiro da Associação de Moradores do Parque Maré. "Hoje, os moradores os chamam de usuários, não mais de cracudos." Alguns dos estabelecidos na cena, segundo Nelson, até prestam alguns serviços na região — carregam sacolas de compras, fazem faxinas, cuidam de vagas de estacionamento em noites de bailes funk. Além de membros do tráfico, sempre presentes nas redondezas dos barracos, a cracolândia também conta com duas lideranças femininas.

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A cena de consumo da Flavia Farnese em 2014 (foto: Rosilene Miliotti/Maré de Notícias)

"Pelo menos ele ouviu a palavra de Deus antes de ir embora"
Nelson foi um dos principais atores responsáveis pelo deslocamento da cena de crack que havia na avenida Brasil ("perto do antigo McDonalds") para a Flavia Farnese. "Quisemos trazer eles para a Maré para evitar chamar atenção, para salvar a vida deles, porque lá na Brasil era muito violento", conta.

No raio de uma quadra, apenas dois estabelecimentos aceitam a presença dos "cracudos"; um dos bares lhes vende comida e bebida, mas não os deixa sentar. O único local que aceita a presença constante dos usuários de crack e até vende fiado é o bar da Dona Lucia, na esquina em frente à cracolândia. "Alguns me devem 200 reais, tem um que deve até 500. Não levo a ferro e fogo, não vale a pena", conta a própria dona, achando graça. Evangélica pentecostal, dona Lúcia frequenta a Igreja Universal do Reino de Deus e toca o bar com ajuda da filha, Claudia. "Tenho coração bom. Faço as coisas sem olhar a quem", diz ela, explicando sua atitude.

Dona Lucia conta que já acompanhou a vida e a morte de muitos dos moradores e ex-moradores da cracolândia. "Teve um dia em que veio um até aqui, mal conseguindo andar. Pediu pão com ovo e um café. Disse ’não estou aguentando mais’. Eu falei de Jesus para ele. Depois de comer, atravessou a rua e caiu no chão, morto. Pelo menos ele ouviu a palavra de Deus antes de ir embora", conta a comerciante.

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Dona Lucia, sentada numa cadeira de seu bar homônimo em frente à cracolândia (foto: Isabela Fraga/Vozerio)

Mas nem todos os moradores e trabalhadores do entorno estão satisfeitos, é claro. Dona Lucia conta que o bar em frente, chamado Dona Rita, tratava muito mal os usuários de crack. Por motivos de saúde da dona, contudo, o bar agora é gerenciado por Francisco Farias, que tem outro comportamento. "Eles compram para viagem, mas não deixo eles ficarem aqui não. Espanta a clientela", explica. "Sinto mais dó do que revolta."

A relação inevitável entre a cracolândia e os moradores da região é ambígua e quase nunca se limita a uma simples aceitação ou resistência do outro. Ao mesmo tempo em que os usuários se juntam para consumir a droga com mais segurança, eles provocam em outros moradores e transeuntes o sentimento oposto. "Muitas vezes, quando estou andando por aqui, o morador atravessa a rua", conta Gildazio. Para Taniele Rui, os sentimentos de pena e medo, segurança e insegurança, vão se revelando nessas relações. "Eles [os usuários de crack] vivem uma dupla condição de degredo e proteção", sintetiza.

A ambiguidade se revela também nos desejos manifestados: sair ou ficar? Reginaldo, por exemplo, afirma várias vezes que quer ir embora; Maria Zenita diz querer ir embora para ficar com a filha. Mas Gildazio, por exemplo, não. "Lutei muito para ter minha barraca. Prefiro ficar com minha ’família cracolândia’."

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