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Burburinho 21 / 08 / 2015| Isabela Fraga

Seap volta atrás e aceita doação de absorventes para presas do Rio

Secretaria de Administração Penitenciária havia recusado doação coletada por coletivo porque teria comprado remessa de 37.500 pacotes.

Após a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) recusar a doação de absorventes para presas coletados em uma campanha on-line — veiculada pelo Vozerio em primeira mão —, o órgão voltou atrás e vai receber os pacotes. A informação foi publicada hoje pelo jornal O Globo.

Segundo a reportagem, o secretário da Seap, coronel Erir Ribeiro Costa Filho emitiu uma nota pedindo que, em futuras mobilizações, as pessoas consultem a secretaria. Ao Vozerio, a Seap havia dito que não aceitaria a doação porque no mesmo mês teria comprado 37.500 pacotes de absorventes destinados às internas.

A notícia, tanto da doação quanto da recusa, teve bastante repercussão. Veículos como Estadão, Revista Fórum e Catraca Livre, além do Globo, divulgaram a informação.

Entenda o caso
No começo deste ano, a jornalista Nana Queirós publicou, no livro As presas que menstruam, a informação de que presidiárias usavam miolo de pão para conter o fluxo menstrual porque faltavam absorventes nos presídios. A informação chocante levou a uma mobilização surpreendente nas redes sociais: a campanha de arrecadação de absorventes para presidiárias que, no estado do Rio, já conta com mais de 9 mil confirmados

O tamanho da mobilização impressionou até mesmo as integrantes do coletivo. "Criei o evento e viajei de férias com meu filho. Quando retornei, já tinham quase 5 mil confirmados", contou a fotógrafa Bel Junqueira, integrante do Saaanta Mãe e uma das coordenadoras da mobilização. Em 10 dias, do dia 12 ao dia 22 de julho, a campanha no Facebook viralizou na rede e já conta com mais de 9 mil perfis confirmados e 47 pontos de coleta.

Para as mobilizadoras da campanha,"doações não resolvem o problema, doações mobilizam pessoas. E pessoas mobilizadas fazem pressão para que pessoas cumpram suas funções." O principal ganho, para elas, foi a expansão do debate e o conhecimento dessa questão pela população.

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